sábado, 28 de novembro de 2009

A porta esta aberta...


É engraçado como o tempo passa, e o nosso posicionamento diante da vida muda A vida por diversas vezes tirou o meu sorriso, e me arrancou lágrimas Por diversas vezes me fez chorar baixinho, enquanto eu queria falar tudo o que estava pensando Me fez pensar em que guardar o que se quer falar, preserva amizades A vida me ensinou que às vezes é preciso estar só Entrar em conexão consigo mesmo E que você nunca pode doar o amor que você deixa de dar a si mesmo para outras pessoas, por mais bozinhas que elas sejam Que nem todo mundo entende o que é energia, conexão Que para amar, precisa apenas de uma reciprocidade, Amar, só, causa danos irrecuperáveis. Eu tenho uma teoria de vida livre Mas isso não é bem aceito Nem todo mundo gostar de dividir amigos Nem todo mundo gosta de escutar a verdade Nem todo mundo dá valor a uma preocupação verdadeira Eu já tentei ser amiga, de gente que não dá valor a um simples telefonema Mas que quando está só,..., liga para o seu telefone Eu já vi e vivi tantos casos de interesse, que hoje eles nem me abalam mais Apenas me incentivam a ser uma pessoa melhor Justa, talvez,... Eu queria ser menos sensível, ou não De repente essa sensibilidade ainda consegue atrair pessoas iguais a mim Que sofrem na mesma escala Ser sensível é démodé,.. Hoje eu não me privo de responder a altura Hoje eu não durmo pensando, no que poderia ter dito Eu não quero ferir ninguém injustamente com as minhas palavras Mas também não quero ser ferida Quero um abraço simples e sincero ... Ou sinta-se à vontade para ir embora... (escrito por Bruna Lugarinho) “...Quando eu olhar pro lado Eu quero estar cercado Só de quem me interessa..."

sábado, 31 de outubro de 2009

Volte sempre

Hoje, ela veio me visitar. Chegou devagarzinho sem fazer barulho quase que na ponta dos pés, espalhou flores pela sala e abriu as janelas.
Com uma delicadeza inigualável, abriu a porta do meu quarto enquanto eu ainda dormia, num sono quase profundo e encantador. Levemente fui sentindo a sua presença, mas não quis me mover.
Caminhou até a minha cama, e aos poucos foi me abraçando de forma peculiar, familiar, isso me fez sorrir, ainda sem abrir os olhos.
A luz do sol tocava meu corpo pelas frestas da cortina, estava me sentindo leve.
A presença dela me consumia por inteiro, queria poder tê-la todos os dias da minha vida. Aos poucos fui acordando, e senti que ela já tinha se retirado do quarto, mas pelo suave cheiro de flores que sentia, tinha certeza que ela estava por perto.
Preparei um café da manhã especial que até esqueci da dieta, era tão bom desfrutar essa energia boa que ela me causava.
E como de costume, não relutei quando ela deu indícios que passaria o dia todo ao meu lado.
Durante todo aquele dia, o calor intenso não me incomodou, o mau humor alheio não me feriu e as notícias tristes não me abalaram.
E por mais mágico que isso possa parecer, só pessoas de coração puro, de alma verdadeira, trocaram palavras, experiências e passos comigo naquele dia.
Tenho certeza, era culpa dela, ela sempre fazia isso. Sempre. Tem o magnífico dom de me mostrar os caminhos que devo seguir, em quem confiar, e que principalmente devo ouvir meu coração.
E a tarde agradável foi terminando num lindo pôr-do-sol, inesquecível. Não foi na beira da praia, não foi em um parque, foi ali sentada no sofá da minha sala olhando pela janela, sentindo sua voz meiga e fina me dizendo que sempre, sempre estará ao meu lado, e que por mais difícil que seja o obstáculo ela sempre tentará vir correndo o mais rápido possível para me abraçar, como quem abraça uma criança em prantos.
As horas passaram rápidas e o sono veio chegando lentamente, e como prometido ela me colocou para dormir, me cobriu cuidadosamente, e me deu um beijo. Disse que voltaria toda vez eu a chamasse, por mais baixinho que fosse.
Apagou a luz e saiu.
Depois desse dia, a sua presença se tornou cotidiana, bastasse que eu pronunciasse: FELICIDADE.


(escrito por Bruna Lugarinho)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma noite de primavera


Ela se encontrava ali sentada no meio da sala, junto ao um cinzeiro lotado de guimbas de cigarro, uma garrafa de vinho pela metade e um leve pilequinho que a fazia ficar com um rubro encantador na face. Era uma noite de primavera, e a brisa fresquinha invadia a sala propiciando agradáveis conversas que invadiam as horas da noite.
Era ela e ele.
Ela não acreditava na cena que via, era como se ele tivesse saído dos seus sonhos e estivesse ali, materializado, sentado no chão da sua sala, fazendo-a rir,
Mal ele sabia que o riso tão feliz que brotava no rosto dela, não era pelas histórias mirabolantes que ele contava apenas para impressionar, era simplesmente por que ela amava-o de uma forma tão infantil, tão pura que não acreditava que pudesse ser feliz com tão pouco.
Ela olhava pra ele, querendo despi-lo, não as suas roupas, mas a sua alma desvendando os seus segredos mais íntimos, seus medos e suas inseguranças.
Era como se a cada taça que esvaziasse houvesse um brinde e o pedido fosse o mesmo para todos, aquela noite não podia terminar.
Era um amor de infância, um amor infantil, um amor platônico.
Ela sempre o amou em silêncio, e ele sempre a protegeu. A tratava como uma flor delicada, daquelas que se colocam no cabelo para enfeitar, nunca percebeu que ela havia desabrochado, e como ficava majestosa quando estava ao seu lado.
Pegaram umas fotografias antigas, relembraram momentos, sentimentos, brigas,...., e até o primeiro beijo. O coração dela disparou, não só lembrou, mas como também sentiu o toque dos lábios cada vez mais perto. Ela não sabe quantos segundos ficou ali,de olhos fechados e sonhando com o beijo, mas quando abriu os olhos quase num rompante o viu parado na janela, ele olhou para o relógio, ela sentiu um aperto no peito. Escutou o barulho do molho das chaves, e sua voz grossa dizendo que já era tarde e que era melhor ele ir.
Ela quase num ímpeto levantou bruscamente do chão, pensou em segurar as suas mãos, impedi-lo de ir embora mais vez, mas a sua coragem a traiu. Ela levantou como uma boa anfitriã e respeitosamente beijou a sua face.
A porta bateu, ele se foi, mais uma vez.
Terminou a sua garrafa de vinho sozinha, fumou mais uns três cigarros e cuidadosamente guardou as fotografias.
Quem sabe um dia...

(escrito por Bruna Lugarinho)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Castelo de Areia




O dia está nublado, e Amanda acordou se sentindo um dia frio, um dia triste,...
Seus olhos não negam a expressão que esta sentindo. Medo? Insegurança? Tristeza?
Acho que um pouco de tudo. Ela sente como se as palavras que lhe foram proferidas estivessem fincadas no seu peito como estacas, e essas mesmas palavras insistindo em soltar gemidos de dor como também risinhos sarcásticos,...
Ela pára, esquece o que ia fazer, olha para o telefone, o mesmo telefone que por tantas vezes tocou para ouvir a voz de quem ela ama dizendo coisas que tornavam o seu sorriso constante na sua face. Mas ele não toca, e ela não sabe se vai tocar novamente, e se tocar? O medo faz dela um ser frágil,...
A briga da noite anterior fez ela ter lágrimas como de uma criança, que perde seu equilíbrio, cai e se machuca.
O sono não veio, a insônia duelou com as lembranças, com as fotos que refletiam no feixe de luz que teimava entrar no quarto. As lembranças pareciam tão reais, a felicidade tão evidente, o sorriso tão sincero, será que esse tempo todo ela brincou com a sua imaginação e transformou o que era superficial em essencial. A cada lágrima que descia compulsivamente fez o seu castelo de areia ser destruído,..., se tornar algo para ser pisoteado e nunca mais lembrado.
O seu amor foi posto em prova, foi sumariamente apontado em erros e defeitos. E como todas às vezes acreditou que iria chorar tanto, que nunca mais ia conseguir viver, que nunca mais ia acordar,...
Amanda acordou.
Junto ao seu amanhecer invadido de dúvidas, a fina chuva caía no dia nublado como se fossem as lágrimas que nasciam do seu rosto enquanto ela dormia. Ela se sentiu perdida.
Tentou terminar as coisas que tinham pendentes do dia anterior, mas nada, nada a fazia enxergar com veracidade o rumo que os fatos tomaram.
No meio da dor, ela suplicou por inúmeras vezes para que ele não a deixasse, mas ao passar das horas desse dia tão cinza ela percebeu que ele podia ter razão. E que os sonhos viraram areia, e tanto ele quanto ela não tem certeza se valia a pena recomeçar um outro castelo tão frágil.
A areia esta úmida, não seria melhor deixar isso pra depois.



(escrito por Bruna Lugarinho)

domingo, 11 de outubro de 2009

Da minha alma complexa


Eu canso
Eu canso da mesmice
Eu canso da rotina
Eu canso das palavras
Eu canso dos sorrisos
Eu canso das fotos já vistas
Eu canso do futuro que ainda vou viver
Eu gosto do meu mundo
Particular
Peculiar
Intenso
Nobre
Vazio
Sonhador
Eu quero começar tudo de novo
Não quero errar mais
Não quero sonhar mais
Quero viver
Projetar me cansa
Projetar me engana
Eu faço tudo pra fugir
Do que me atordoa
Do que me inebria
Eu quero dançar
Cansar
Suar
Surtar
Não quero ser fútil
Não quero ser útil
Quero ser eu
Eu
Errada
Certa
Humana
Possessiva
Saltitante
Descontrolada
Risonha
Enganada
Debochada
Feliz
Quero que a vida seja um banho de mar
Descarrego
Bronzeada
Com gosto de água de coco
E um chopp no final de tarde
Eu quero ser um pôr do sol
Lindo
Apaixonante
Aclamado
E quando eu cansar
Faço da chuva o meu choro
E tento recomeçar tudo outra vez.

(escrito por Bruna Lugarinho)




sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sumi...

"Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico muda quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar. Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.S umi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência."


(escrito por
Martha Medeiros)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

(...)

O telefone tocou.
Agora não tem mais jeito. A ansiedade se transformou em realidade, Martha atendeu o telefone a notícia soou como um vitória expressada em choro, gritos, socos no ar, pulos de alegria, mas pra quem estava ali dividindo a sala vendo aquela cena sentiu uma navalha cortando seus pulsos e víceras, um soco no estomago, queria vomitar o que não tinha comido, devido ao uso de inibidores de apetite que passou a usar desde que essa história começou.
Alice não podia chorar ali, ela não podia bater a porta e sair correndo e se esconder em algum cantinho, ela não podia falar tudo que pensava como uma metralhadora que mira em seu alvo, não, ela tinha que ter um sorriso no rosto e fingir, fingir que estava feliz, ela tinha que ser forte, mais forte do que tinha sido até ali.
E parece que o exército de seguidores dessa tal fulana sentiu essa energia que emanava dela e o telefone não parou de tocar. Era como se todos estivessem ali para roer o pouquinho de carne que restara do defunto.
Alice olhava para Martha como quem olha para um desconhecido, não a reconheci, não tinha sentimentos nenhum, só o de pena, o da indiferença. Afinal, ela tinha a vida toda pela frente, sonhos que nenhuma fulana mesmo com palavras de baixo escalão conseguiriam arrancar dela.
Existia uma diferença muito grande entre elas, não só a idade, mas sim o comportamento, Alice era determinada, gostava das pessoas, não se importa com a cor, com a opção sexual, com o nível econômico, ou mesmo se elas lhe trariam um benefício ou não, Alice queria fazer feliz todos ao seu redor, queria que todos se sentissem bem na presença dela, Alice queria ser amada.
Se a história de Alice não tivesse tantas feridas, diria que ela teria uma alma quase pura, quase infantil.
Já a tal fulana, não gosta de pessoas tem medo delas. É egoísta, mesquinha e principalmente rancorosa. Defende-se aos gritos e palavrões, e depois se esquiva em lágrimas, lágrimas essas que precisam de platéia, pois sozinha ela nunca chora. Eu prefiro chamar as pessoas que a cercam de seguidores, pois ela não tem amigos. Seguidores por que eles só a seguem em busca de algo em troca, parece até quem utilizam a mesma filosofia de vida, o interesse acima de qualquer coisa.
Martha durante muitos anos tentou tornar Alice uma pupila, uma discípula, mas nunca conseguiu. Alice sempre tentou entender, essa repulsa que a tal fulana tinha pela vida.
Um amor mal resolvido? Uma vida dura de ser vivida? A solidão?
Mas quem nunca teve um amor frustrado, mas quem nunca passou por uma dificuldade econômica, e a solidão apenas penso que seja reflexo de tudo que ela plantou ate hoje.
Ela se castiga ate hoje por não ter, com todas as suas artimanhas, detido o amor da sua vida, impedi-lo de ter ido embora. E toda essa frustração ela jogou na pequena Alice
Será que ela achou que a pequena Alice era capaz de transformar o mundo que ela tinha destruído? E a cada passo de destruição que ela causava a pequena Alice tinha que confortá-la?
Não sei como, nem sei por que, mas Alice permaneceu com seus valores. Tentou ganhar o mundo, mas não era tão ambiciosa quanto Martha.
Alice enxergava Martha como uma muralha de ferro, onipotente, pragmática, dura e severa. E aos poucos a razão, conceitos e valores de Alice foram destruindo essa muralha que ela enxergava no seu subconsciente e a transformou em uma flor seca com espinhos, quase um cacto.
E aos poucos essa historia foi tomando um rumo diferente, Alice cresceu e resolver independente de que Martha pensasse, fizesse, opinasse, ela seria ela mesma, defenderia com unhas e dentes seus sonhos e principalmente seu caráter. E Martha dizia quase que como uma mantra que ela nunca seria capaz de nada, que ela nunca seria feliz, que as pessoas nunca gostariam dela.
Suas palavras atingiam Alice como facadas, flechas e lanças. E aos poucos ela foi construindo um escudo, que hoje ela consegue se defender sem precisar sofrer tanto.
As cicatrizes causadas em Alice estão abertas, algumas sangram até hoje, Alice chora, Alice sofre, mas ela não sabe se sofre pelas palavras proferidas ou por pena do monstro que Martha se tornou. Ou se chora pelo futuro que ela não poderá compartilhar.
Seus seguidores obtêm lucros, vantagens dessa guerra que ela travou com Alice, por isso talvez o motivo se serem tão fiéis. Compraram a briga e como forma de agradecimento recebem o que querem, pedem o que querem e Martha sem muito pensar em valores monetários, ou por já não existir bom senso, ela entrega tudo como forma de agradecimento.
Seus seguidores são malandros, são sagazes, e sabem trapacear e enrolar Martha direitinho.
É uma pena.
Pois parece que o objetivo de vida de Matha, talvez por falta de ambições boas, se transformou numa guerra, num duelo armado contra Alice.
É complexo, é doloroso, é inútil tentar entender aonde, por que e como essa guerra começou. Às vezes penso que nem décadas de análise conseguiriam resolver essa questão, essas cicatrizes, esses medos, esses traumas.
Ainda mais quando se trata de mãe e filha.


(escrito por Bruna Lugarinho)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sorria!


Existem dias e dias, dias que você acorda feliz com a musiquinha que sai do despertador e sorri, e ainda deitada, esparramada, pensa em questões de rápidos minutos o que você tem que ser feito naquele dia, tudo é feito com calma, abre a janela, sente o cheiro da brisa, toma o banho mais demorado, escolhe a roupa em questões de segundos, toma café e sai de casa.
O bom dia pro porteiro, padeiro, pro jornaleiro, é mais feliz, mais sorridente, por que você acordou assim? Nem você sabe.
E do outro lado da rua existe alguém que fez tudo ao contrário de você até agora, quase quebrou o despertador, esbravejou com raiva todas as tarefas do dia, tomou aquele banho rápido, reclamou da demora do elevador, do café que estava frio, do jornal que não tinha notícia interessante.
O que você tem em comum com essa pessoa?
Vocês acabaram de esbarrar um no outro, e essa pessoa simplesmente esbravejou, xingou, e principalmente te irritou!
Ele acabou de te contaminar, não pelo espirro, nada bacteriano, mas pelo mau humor.
Pronto, você esquece todos os sorrisos, a musiquinha que antes cantava na sua cabeça e a fazia sorrir agora se transforma em pura irritação, e sabem quantas pessoas você vai contaminar? Todas que você encontrar pela frente,...
O mau humor é assim, ele propaga no ar e nós nos deixamos levar.
Quando isso acontecer com você, respira fundo, lembra de uma cena que vá te fazer sorrir, peça desculpas a quem lhe esbarrou, lembre-se que nada é maior que a paz que está com você.
Se você sorrir mais durante o dia, é capaz de ajudar aquela pessoa que só precisa de um sorriso pra se libertar da desconfortável sensação do mau humor.
Você já parou pra lembrar que por mais irritada que você esteja ao ver alguém dando uma gargalhada intensa, ou uma criança sorrindo você automaticamente sorri também.
Sorria, isso é terapia, e é grátis!


(escrito por Bruna Lugarinho)

A metade que me faz completa



Não sei aonde foi.
Não sei foi nas madrugadas, não sei se foi nos bares, não sei se foi nos brindes, não sei se foi nas festas, não sei se foi nos encontros casuais, não sei se foi quando me encontrava cansada jogada em cima da cama sem planos.
Não se foi na calmaria da praia, numa livraria, numa fila do cinema, num almoço de família, ou no cantar dos pássaros em Ilha Grande.
Mas eu pedi.
Pedi que encontrasse você logo, para que você transformasse o meu mundo desregrado em abraços, filmes e pipoca em pleno sábado à noite...
Que fosse maduro, adulto, mas que também tivesse um pouco da minha insanidade, da minha alma infantil...
Que fosse a dose certa do meu exagero, que tivesse a mão que não me deixa sentir medo, que segura firme, e também a mesma mão para duelar uma guerra de travesseiros.
Que precisasse de mim, que fosse um pouco dependente, só um pouco, que me amasse loucamente.
Que me aturasse na tpm, que entendesse os meus medos, e que me enchesse de beijinhos ao tentar me acordar de um pesadelo.
Que aturasse os meus porres e achasse graça das minhas teorias.
Que me incentivasse e guardasse os meus segredos á sete chaves.
Que acima de qualquer coisa fosse o meu amigo, o meu melhor amigo.
Não me importa o dia, não me importa como, na verdade pouco me importo,..., eu conheci você!
E aos poucos, eu fui me apaixonando.
O primeiro beijo, foi estranho, eu senti algo que nunca tinha sentido antes. Senti que algo tinha acontecido, poeticamente diria que nossas almas se encontraram. Foi o melhor beijo da minha vida, meus pés saíram do chão, meu corpo se tornou leve como uma pluma e ao acordar desse sonho, olhei para você e o amor nasceu ali olhando para o seu sorriso, uma energia boa me invadiu e habita em mim até hoje.
Sim, eu te amo.
E aos poucos você foi se tornando essencial, os seus defeitos, as suas virtudes, as suas manias, a sua preguiça,...., Nos tornamos cúmplices.
Cúmplice dos dois reais, cúmplices pelas saídas á francesa, cúmplices,...
Acima do amor verdadeiro que temos existe uma amizade linda.
Existe vontade, existe querer.
Não sei bem como chegamos até aqui, não sei nem por que chegamos ate aqui, foram tantos obstáculos, tantas conversas, tantas brigas, que muitos desistiram de nós antes mesmo de definirmos o nosso fim.
O mais importante é que nós não desistimos um do outro, nunca. Até hoje não deixamos de nos falar nenhum dia, e por mais brigados que estivéssemos sempre havia a preocupação, o boa noite antes de dormir.
E nossas brigas hoje são frivolidades inúteis, hoje temos calma, hoje temos certeza do nosso amor, hoje temos planos,...
E hoje pensando em nós, tenho real certeza de que o meu pedido foi aceito.
Encontrei você.
Hoje eu tenho você na minha vida, hoje eu sei sorrir com a alma, hoje eu tenho alguém que me completa.






(escrito por Bruna Lugarinho)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O amor está em conexão lenta,...


Eu sempre espero demais das pessoas.
Sempre acho que elas vão me dar o sorriso quando eu preciso, que vão me retornar a ligação na hora, que vão me incluir nos planos de um futuro, que vão me doar cinco minutinhos do seu tempo, ou vão retribuir todo o carinho na mesma proporção. Ledo engano.
Vivemos num mundo egoísta, num mundo onde só é feito o que dá ibope, não temos tempo mais para nada, descontamos a falta de tempo no trabalho, no cansaço, no estresse. Por que não queremos assumir que somos pessoas formatadas por uma mídia, que nos tornamos preguiçosas diante de uma televisão ou mesmo de um qualquer eletrônico, o afeto, ah o afeto, esse não tem fio, não tem conexão usb, esse não dá pra compartilhar on line com sua lista de amigos, então é melhor deixar pra lá!
Falamos com pessoas populares, matamos as saudades pelo MSN, Orkut. Isso é possível!?
Quanto maior o seu número de amigos melhor, mesmo que você depois nem se lembre por que adicionou, mas além disso você precisa dos seus seguidores, pra ser popular tem que ter seguidores no Twitter.
Andar até a casa do amigo, ou pegar trânsito é démodé. O interessante é falar pela web cam
E quanto mais preguiçosas as pessoas ficarem diante de tanta tecnologia, menos amor vai haver no mundo, sim por que você não vai amar o seu amigo e sim o seu laptop de última geração. Mas você pode pensar que mandar um “eu te amo”pelo orkut ou facebook irá resolver, será que resolve a longo prazo, ou será que você descobre antes que na sua amizade “ocorreu um erro inesperado, tente mais tarde”.
Eu preferia a época em se namorava de verdade, que se tinha amigos de verdade, que as pessoas passavam horas escrevendo cartas, e não tinham apenas o espaço de 1024 caracteres para demonstrar o seu amor.
Enfim,...a era tecnológica me permite sentar em frente a essa tela, criar um blog, e dizer que sou de verdade, que tenho sentimentos, não tem muitos amigos no orkut, muitos seguidores no Twitter, mas amo todos os meus amigos independente de quanto amigos eles tenham, e que não permito essa preguiça demasiada me contamine.
Eu tenho tempo para tudo o que eu quero fazer, basta saber o que eu quero fazer de verdade.


(escrito por Bruna Lugarinho)