
Com um compasso acelerado
Meu coração volta a pulsar
Meus olhos tentam enxergar as cores
Que eu perdi na ira da minha demência
No medo de perder algo que não se perde
No medo de escutar as palavras
Que meus atos ferem a quem quer me ver
Sorrir
Eu pisei nos meus sonhos
No sentimento alheio
Como uma criança mimada que cai,
Se machuca e bate os pés
Em uma atitude quase insana
Me joguei no chão
Pedi clemência
Ao ver o mais puro de todos os amores
Enxugando lágrimas
E da insanidade surgiu a realidade
Cacos, apenas cacos
Um tempo,
dois corpos
Olhos que fogem
Um corpo que se toca
sem abraços
Relógio, sapateado, relógio,
Relógio, pressa, relógio
Relógio, medo, relógio
Relógio, relógio,...
Um anjo me abraçou
O relógio caiu no chão
Junto com as lágrimas da menina solitária
Em um pedido de amparo
O sorriso de quem foi ferido
Transformou a decisão em oração
o anjo se foi,...
Mas com a certeza
De que duas almas
Predestinadas
Ficaram em paz
(escrito por Bruna Lugarinho)
e que em paz permaneçam ... ;)
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